"Esta é a altura do ano em que os portugueses, depois de um ano de trabalho (os que ainda têm trabalho), pegam nas suas economias (aqueles que não tinham o dinheiro em bancos que faliram), e vão agora de férias (aqueles que podem dar-se ao luxo de ter férias). E vão, de certeza, com a sensação de que deixam o País arrumado. O Presidente da República diz que a situação é insustentável. Um antigo Presidente e um candidato à Presidência dizem que ele não pode dizer que a situação é insustentável. O primeiro-ministro diz que estamos muito bem. A oposição diz que ele não pode dizer que estamos muito bem. Portanto, podemos ir de férias descansados. E esclarecidos.
A primeira tarefa do cidadão que começa a gozar o merecido descanso é pagar a não menos merecida sobretaxa de IRS sobre o subsídio de férias. O cidadão sabe, porque já lho disseram, que andou a viver acima das suas possibilidades, e por isso chegou a hora de pagar. O cidadão, que tem a mania das grandezas, pensou que podia viver à tripa-forra, num desses países modernos que premeiam os administradores das suas empresas com bónus milionários. Não, caro cidadão. Tudo isso lhe deu status e qualidade de vida, é indesmentível. Mas não é gratuito. Quem quer viver numa sociedade assim, paga.
A segunda tarefa é escolher um destino de férias. Tanto os destinos mais baratos, como uma semana com tudo pago nas Caraíbas, como os mais caros, como um fim-de-semana com meia pensão no Algarve, parecem excessivos para o seu orçamento. Uma hipótese é meter a família no carro e, como recomendou Cavaco Silva, ir para fora cá dentro. Uma opção que traz alguns problemas. Primeiro, há que meter gasolina, o que não é barato. Depois, talvez seja boa ideia comprar uma água e um papo-seco para a viagem. Mas com cautela, na medida em que o IVA sobre os bens essenciais subiu um por cento. Os milionários que tiverem dinheiro para depósito cheio e farnel poderão fazer-se à estrada, embora conscientes de que mais cedo ou mais tarde vão passar numa SCUT, daquelas que não eram pagas mas entretanto passaram a ser. Antes disso, num semáforo, ainda são capazes de topar com o ministro das Finanças com um chapéu virado ao contrário a pedir nem que seja a moeda mais pequena, em busca de receitas extraordinárias. Em princípio, depois de percorrer 50 quilómetros, o cidadão já não tem dinheiro e tem de voltar para casa. Essa é a terceira tarefa. Boa sorte."
in, Visão
Uma medida importante de apoio aos jovens coruchenses!
http://www.corucheinspiraturismo.pt/
| Conhecer o Concelho |
No coração de Portugal |
| Se existe lugar que inspira vibrações positivas e vontade de usufruir o que a cultura portuguesa tem de melhor, Coruche tem com certeza o privilégio de ser um desses lugares. Situado no Ribatejo a apenas 78 km de Lisboa, Coruche apresenta uma paisagem que se desdobra numa vasta Lezíria que o rio Sorraia, afluente do rio Tejo, fertiliza dos seus riquíssimos nateiros e onde cresce o melhor arroz de Portugal e numa zona florestal, constituída principalmente por montado de sobro do qual se extrai 10% da cortiça nacional e onde diariamente são produzidas 5 milhões de rolhas de cortiça para todo o mundo. A povoação de Coruche, de que não se conhece a origem com segurança, existe desde época muito remota, havendo achados vários que atestam a presença humana desde o Paleolítico, encontrando-se um conjunto megalítico no extremo sudeste do concelho. Conquistada aos Mouros em 1166 por D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, tendo sido este mesmo monarca a conceder a Coruche o seu primeiro foral a 26 de Maio de 1182 elevando assim a população a vila e a concelho. O concelho de Coruche divide-se hoje em oito freguesias (Coruche, Couço, Lamarosa, Branca, Fajarda, Biscainho, Vila Nova da Erra e Santana do Mato). Repleto de lugares de grande beleza natural, Coruche propicia momentos de lazer oferecendo magníficas condições para desfrutar de um dia ao ar livre onde poderá apreciar e observar a natureza no seu estado mais puro ou então praticar actividades desportivas em terra, na água ou no ar. Por tudo o que representa hoje, pela tradição que a caracteriza e principalmente pelo futuro que se projecta, Coruche inspira confiança, cultura, inovação e desenvolvimento mas sem perder a sua ruralidade plena de encantos onde não falta a grande paixão pela Festa Brava. |
Realizou-se recentemente mais uma edição da semana da juventude em Coruche. Este ano para além do habitual festival Ribarock e da actuação das bandas do concelho houve uma novidade a incluir no programa e que o valorizou: o Sorraia beach cup! Aliar os espectáculos a actividades desportivas, aproveitando o areal do sorraia foi uma boa iniciativa.
A registar também a qualidade das bandas ditas profissionais SLIMMY e BUNNYRANCH, dois grandes concertos em solo coruchense, só faltou mais calor do público para ser um grande momento próximo do que se passa em concertos de grande dimensão e em festivais que já fazem a agenda do verão.
A apontar também a qualidade das bandas coruchenses. Em grande destaque os SNOWFLAKES, a vocalista têm uma voz fantástica e o instrumental é mesmo muito bom.
Apontamento final: apesar da redução de custos que se impõe o resultado geral da edição não perdeu qualidade, antes pelo contrário.
"Em 2009 o Município de Coruche avançou com a realização da FICOR, num ano envolto num sentimento de pessimismo e descrença, foi a autarquia coruchense a dar o mote para uma atitude de dinamismo e empreendedorismo do sector.
A FICOR contribuiu para relançar a cortiça como alavanca da economia nacional e para reforçar a liderança internacional de Portugal no sector. No final a opinião foi unânime, os diversos agentes da fileira, consideraram o certame um verdadeiro sucesso!
A FICOR vincou ainda mais o estatuto de Coruche como capital Mundial da cortiça. Coruche é o maior produtor mundial de cortiça. Coruche produz e exporta para todo o mundo 5 milhões de rolhas de cortiça por dia.
Coruche tem o único centro de investigação dedicado à cortiça e ao montado de sobro – o Observatório do Sobreiro e da Cortiça, inaugurado o ano passado durante a FICOR.
A FICOR demonstra ter capacidade para atrair público nacional e especialistas mundiais. O evento é direccionado ao público em geral, estudantes, especialistas e empresários da fileira da cortiça, ou de negócios relacionados com a fileira.
A FICOR desenvolve-se em dois espaços distintos: Parque do Sorraia (Zona Ribeirinha) e Observatório do Sobreiro e da Cortiça (Zona Industrial do Monte da Barca – Coruche).
O programa da Feira é vasto, contemplando as vertentes lúdico-recreativa e a cientifico-profissional.
Por aqui no DUPLIPENSAR congratulamo-nos com esta edição da FICOR sobretudo pela novidade da criação de uma bolsa de cortiça "que permitirá fazer amostragens e avaliações da cortiça de cada produtor de modo a que seja depois mais fácil concretizar os negócios."
Pontos altos do certame:
- mais visitantes do que ano anterior;
- seminários especializados que trouxeram o design, a arquitectura e as novas formas de aplicação da cortiça ao debate;
- provas de vinho: deve aliar-se cada vez mais estes dois produtos: o vinho e a cortiça.
Para afirmar este evento como internacional é importante melhorar a parte lúdica do evento, nomeadamente o desfile "Coruche Fashion Cork", este ano foram menos os elementos de cortiça o que desvirtua a lógica do evento.
Por outro lado, a organização dos stands no pavilhão de exposições merecia outro tratamento.
Não têm lógica estarem num pavilhão especializado expositores que nada têm a ver com o tema a ser explorado: a cortiça.
Todavia, é geral que o balanço foi positivo e que é uma aposta ganha e a repetir.
Sempre consideramos por aqui no DUPLIPENSAR que a flamejada independência do MIC, movimento de cidadãos independentes por Coruche, nada mais era do que uma independência forjada.
Forjada deliberadamente, para esconder, falsear as suas verdadeiras ideias e opiniões.
Nas passadas autárquicas este movimento elegeu 2 deputados municipais, que fizeram as honras nacionalistas na passada Assembleia Municipal de Coruche que se realizou no dia 30 de Abril.
Depois de uma saudação ao 25 de Abril apresentada pelo Deputado do PS, Artur Salgado e do Deputado da CDU, Rui Aldeano, a Assembleia pasmou com as intervenções dos dois deputados do MIC. Que assumiram que não comemoram o 25 de Abril. Das suas palavras percebeu-se o repúdio pelo actual sistema e pelas conquistas que Abril trouxe. Foram declarações polémicas que fizeram com que alguns deputados do CDU saíssem da sala.
O MIC nada mais é, do que um movimento de facção nacionalista, como é moda pelo meio virtual. Nada que pretendam para já esconder, a avaliar pela convicção com que defendiam os seus ideais o saudosismo por uma época que nem sequer viveram.
A história é feita de factos. Ninguém poderá apagar as décadas de fascismo em Portugal, ninguém poderá apagar as prisões políticas, o pensamento único, o orgulhosamente sós… Ninguém poderá apagar a fome dos nossos pais e a miséria dos nossos avós. Mas na vós dos extremos, tudo foram rosas…tudo foram rosas, imagine-se porque a economia estava equilibrada, as contas públicas eram rigorosas, e a nossa identidade portuguesa (oh deus, pátria e família!) eram abençoadas.
Será que os Coruchenses sabiam em Outubro desta visão ideológica dos MIC’S. Não nos parece.
Historicamente Coruche é uma vila de esquerda. Uma vila que sabe bem diferenciar fascismo de democracia. E que sofreu na pele as atrocidades do regime.
Abril, valeu a pena. Até para proporcionar estes momentos de manifestação e exercício da liberdade de expressão e de pensamento.
Já em posts anteriores sugeríamos esta analogia entre alguns independentes, ou que se apelidam de independentes com alguns partidos e movimentos nacionalistas, agora temos a certeza. E a certeza de que não é esta alternativa que queremos para Coruche.
Ninguém se pode apelidar de independente quando professa uma ideologia. Para estes senhores
25 de Abril é traição.
Para estes também. Qual é a diferença? Apenas a sigla. Uns chamam-se MIC outros PNR. Muda o embrulho (deliberadamente) mas o conteúdo é o mesmo.
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